Museu da Indústria de Chapelaria - S. João da Madeira - Programa Museológico

Sérgio Lira - UFP

 

Introdução

Um museu da indústria de chapéus... por que não? Aliás, a questão deveria até ser outra: porque é que ainda não existe? A esta questão, no entanto, as respostas são múltiplas e imediatas: a actividade museológica dedicada às indústrias existentes, desaparecidas ou em vias de desaparecimento é, ainda, reduzida em Portugal apesar de iniciativas que se vão tornando notórias; um museu com essa ambição exige um longo percurso de preparação e largos investimentos; a indústria de chapelaria, a sua importância regional e nacional e o seu impacto social e económico são relativamente mal conhecidos. E alguém liga "chapéus" a S. João da Madeira? Quem ouve falar de S. João da Madeira e do seu contexto industrial pensa imediatamente em indústrias de calçado; os chapéus parecem ser algo de mais ou menos longínquo, que os nossos avós usavam, e que aparece recorrentemente nos filmes dos meados do século (passado).

No entanto a indústria da chapelaria foi notável em termos de importância económica, em termos de ocupação de mão-de-obra, em termos de desenvolvimento regional. E foi S. João da Madeira o centro dessa actividade[1]. Por isso à pergunta "Porque não?" parecem não surgir respostas capazes[2]. A grande questão era (e em parte ainda será) outra: "como?". Como lançar do quase nada um museu que, definitivamente, se não quer seja um museu sensabor, clássico no pior sentido do termo, afastado das pessoas, poeirento e mofado ainda antes da inauguração? Por onde pegar no problema, que afinal é um problema logístico, financeiro, eivado de questões e questiúnculas materiais, mas que é também um problema de concepção, um problema de modelo e de opções metodológicas? Por onde começar e como começar? Que opções assumir, que modelo desenhar? Afinal, que museu querer para a indústria de chapelaria?

 

Pressupostos materiais e primeira opções

 Nenhum projecto arranca rigorosamente do nada e este, quando para ele fomos convidados, dispunha já de uma base material essencial: a autarquia havia adquirido importante espólio industrial (outrora pertencente à indústria da chapelaria) e um edifício, a parte que se salvara daquele que havia sido a maior instalação industrial de produção de chapéus da região. Aí se havia de instalar o futuro museu[3]. A questão que se colocava, premente e inadiável, era de outro tipo e prendia-se com a materialização, num programa museológico, de intenções ainda pouco definidas em termos conceptuais: queria a autarquia um museu de indústria, de âmbito supra-regional, actual na sua concepção e que tivesse em conta a forte presença local de população que havia estado ligada à indústria da chapelaria. A autarquia propunha-se sustentar uma equipa de trabalho que gerisse este projecto, lhe desse forma e o levasse à execução. Dessa equipa haviam de fazer parte elementos que, de há muito, se vinham preocupando com o projecto e colhendo informação essencial à sua realização. Eram estes os pressupostos materiais.

As primeiras opções prenderam-se com a constituição da equipa; o modelo encontrado manteve-se eficiente e consta das seguintes funções: gestão da equipa e do projecto, desenvolvimento e fixação dos aspectos conceptuais, projectos de arquitectura  e de engenharia civil (e outras especialidades), trabalho de terreno no âmbito da antropologia, projecto de departamento educativo, projecto do centro de documentação, levantamento e tratamento da documentação existente sobre a indústria da chapelaria. A equipa constituída passou a funcionar de forma coesa, e este é talvez um dos aspectos mais importantes no que respeita ao arranque do projecto: as opções foram sendo tomadas em colégio, colhendo os resultados que se foram alcançando o benefício dos diferentes saberes colocados sobre a mesa.

 

Actual Estado do Programa Museológico

O que nos ocupa, neste texto e neste momento do desenvolvimento do projecto, é o programa museológico. Numa fase inicial, aquando das primeiras opções em termos de definição dos espaços arquitectónicos, avançámos com um organigrama do futuro museu que apontava as áreas fundamentais a ter em consideração bem como as relações físicas que entre elas haveriam de ser estabelecidas. Tal base de trabalho contribuiu para a tomada das decisões iniciais no que respeita à utilização arquitectónica do construído pré-existente e foi ultrapassada na análise e consequente desenvolvimento do projecto.

 

 

 

 

 

 

As áreas a negro correspondem aos espaços destinados ao público; as áreas a vermelho correspondem a espaços de acesso reservado.

Não há proporcionalidade nas áreas apresen-tadas no organigrama; pretendeu-se apenas representar as áreas previstas e as suas relações físicas.

 

Presentemente, o projecto do futuro museu contempla uma vasta área destinada a exposições permanentes ou de longa duração. Aí se desenvolverá um dos pólos principais do museu, aquele onde a indústria da chapelaria será apresentada em termos expositivos. Sobre essa área incide, em especial, a presente comunicação. Independentemente dos aspectos particulares de cada uma das principais áreas de exposição permanente ou de longa duração, a seguir apresentadas, cumpre referir alguns dos aspectos comuns a todas elas e que resultam das próprias opções de concepção do museu.

Pretende-se que o museu se não apresente ao público de forma longínqua e intocável[4]. Pelo contrário, sempre que tal se torne possível em função das necessidades de conservação dos objecto e das colecções e respeitando normas de segurança para o público, deseja-se que seja possível uma relação não apenas visual com as peças[5]. Certamente não é possível permitir que crianças manejem tintos e outros químicos corrosivos, ou que alguém tente operar com máquinas potencialmente perigosas. Mas o universo da produção de chapéus inclui muitos objectos manuseáveis, como, a título de exemplo, os próprios moldes do chapéus e algumas ferramentas "inofensivas". Através de originais duplicados ou de réplicas, pretende-se que o público possa sentir um contacto físico com esses elementos. Para além disso, nos casos possíveis, deseja-se que as máquinas esteja operacionais e que sejam operadas por quem de há muito as conhece. Quem melhor para mostrar como se faz que antigos operários, que tratam a maquinaria com uma intimidade apenas concedida por longas horas de convívio comum? Acresce ainda que os produtos das diversas fases do fabrico podem estar disponíveis para que o público toque, mexa, apalpe e cheire. De facto, muitas da fases de produção implicavam a existência de ruído intenso; noutras era o cheiro que imperava. Sempre que possível, o museus reproduzirá essas fontes de sensação, tentando que o visitante possa experimentar através de vários estímulos. A multisensorialidade será, pois, sempre, uma constante ao longo das várias áreas da exposição.

Por outro lado o projecto preocupa-se com permitir e facilitar a acessibilidade a todos. Dificuldades motoras ou visuais serão tidas em conta, de forma a possibilitar visitas, tanto quanto possível, autónomas. Todo o percurso estará previsto para cadeiras de rodas e serão também empregues os meios adequados a diminuições das capacidades visuais, incluindo, por exemplo, a sensibilidade no chão e a legendagem em Braille.

Conforme opções de concepção já assumidas anteriormente[6], a indústria de chapelaria será apresentada nas exposições permanentes ou de longa duração de forma a permitir ao visitante um percurso que o leve através das diversas fases de fabrico dos chapéus. A cronologia do processo de fabrico será, pois, uma linha condutora ao longo dos diversos momentos expositivos, devendo notar-se como evidente a sequência dos passos da cadeia operatória: da matéria prima (pêlo) até ao produto a comercializar (chapéus) as operações industriais serão expostas sequencialmente. Paralelamente a esta linha orientadora, as exposições deverão ainda contemplar alterações tecnológicas ocorridas em diversas fases da cadeia operatória. Desta forma, duas linhas cronológicas ficarão entre-cruzadas nesta área do museu: a cronologia da produção de um chapéu e a cronologia da própria indústria chapeleira.

Com última nota de carácter geral, importa referir que o museu, sendo da indústria de chapelaria, será também de quem trabalhou nessa indústria. As implicações sociais, económicas, políticas (entre outras) da implantação e desenvolvimento de uma indústria que foi tão absorvente em termos de mão de obra local, estarão presentes no museu. Assim, os actores destas exposições permanentes ou de longa duração não serão apenas as máquinas e as ferramentas, mas também, de par, os homens que nelas trabalharam e que delas viveram[7].

Analisemos, de forma mais circunstanciada, as principais áreas desta zona do museu.

Imediatamente após a entrada e o balcão de recepção (cinzento claro na imagem - piso 0), o visitante será confrontado com uma nave industrial de vastas dimensões onde se acharão instaladas as máquinas de produção do feltro. Aqui, da matéria-prima "pele dos animais" obtêm-se o "pêlo", e se esta não é, especificamente, uma fase da produção de chapéus, é, sem dúvida, uma fase essencial e tecnologicamente do maior interesse. O "pêlo" é, por sua vez a matéria-prima de que se consegue o "feltro" e esta fase ilustra o primeiro passo do fabrico do chapéu. A sala prevista para esta parte da exposição é ampla, permitindo uma visão abrangente de toda a maquinaria exposta. Se bem que o percurso[8] de visita previsto atravesse a sala longitudinalmente (castanho na imagem - piso 0), permite-se ao visitante que circunde as máquinas e que descubra, de mais perto, os pormenores técnicos que mais lhe interessem, na área de colocação das máquinas (cinzento escuro na imagem - piso 0). A existência de indústrias ainda em funcionamento dedicadas às actividades representadas nesta primeira sala poderão ser um complemento importante em termos de visita, uma vez que se prevê que o visitante possa ser encaminhado para uma passagem por essas unidades industriais ainda em funcionamento e que operam exactamente neste contexto da cadeia operatória[9].

Piso 0 (desenho de planta de Suzana Duarte Fernandes)

 

Antes de aceder ao piso seguinte, o final da sala muda em termos de registo expositivo: da nave industrial passamos a uma zona (verde na imagem - piso 0) onde imperam as legendas interpretativas[10] e os dispositivos interactivos, onde se explicam e analisam os processos de fabrico representados na maquinaria anteriormente exposta e onde se aponta o passo seguinte: do feltro ao chapéu. Desta forma, esta 1ª sala está quase isolada do resto das exposições; seria até possível visitá-la sem aceder ao resto do museu. Esta é uma opção voluntária, uma vez que, no mundo industrial há exemplos de unidades que se encarregavam especificamente destas fases.

O acesso ao piso superior faz-se por uma escada ou por um elevador. Mantendo a coerência de registo expositivo que o visitante abandonou ao iniciar a subida, o ambiente que rodeia o acesso a este 1º andar é ainda o da interpretação e o da interactividade (verde na imagem - piso 1). No entanto, visualmente, o visitante aperceber-se-á imediatamente que uma nova fase de transformação industrial se segue. A visita percorrerá, então, nova nave industrial (cinzento escuro na imagem - piso 1) onde se apresentam as várias fases da produção dos chapéus. A maquinaria a expor nesta área é de dimensões significativamente mais reduzidas que a da nave inicial e, por esse facto, para além do percurso de visita previsto (castanho na imagem - piso 1), admite-se como normal a incursão dos visitantes pelo meio do exposto, num contacto mais próximo com os materiais industriais.

 

Piso 1 (Desenho de planta de Suzana Duarte Fernandes)

 

 

A organização desta parte da exposição recorrerá ao exemplo estudado de indústrias de fabrico de chapéus que operavam até há muito pouco tempo. Desse exemplo se colhe a organização espacial das áreas industriais, os percursos realizados pelos artigos em cadeia de fabrico e até a transumância dos operários pelas diversas tarefas da cadeia operatória.

Esquema da organização espacial da fábrica de chapéus "Vieira Araújo" - Janeiro de 2001.

Desenho de Suzana Duarte Fernandes.

 

O exemplo apresentado mostra até que ponto os circuitos dos artigos em cadeia operatória eram cruzados. De facto, se a separação das áreas de produção e de acabamentos é marcada (a produção aparece à direita no esquema e a de acabamentos à esquerda), já dentro de cada uma destas os chapéus avançavam e recuavam espacialmente, conforme as tarefas que estavam sofrendo.

   

 

 

 

 

1 - Vista geral da área de acabamentos                       2 - Vista geral da área de produção

Fotografias cedidas pela Câmara Municipal de S. João da Madeira

 

A análise desta disposição das várias máquinas e bancadas de trabalho levou à opção de, em termos museográficos e expositivos, não decidir pela regrada organização sequencial das várias tarefas da cadeia operatória. Pelo contrário, permitir-se-á que um certo caos reine nesta área da exposição, apesar de se indicar a sequência das operações de produção dos chapéus.

Será, assim, possível ao visitante refazer o trajecto de um chapéu, desde que foi feltro até que se transformou num objecto de vestuário. As várias operações estarão presentes (destaquemos algumas das mais importantes: o cortar dos feltros, o dar forma, o cortar das abas, o lixar das copas, entre outras). As máquinas e as ferramentas usadas nessas diversas operações, bem como as bancadas onde se trabalhava, permitirão ao visitante sentir parte do ambiente da indústria. No final desta área, o chapéu está quase feito, já tem forma de chapéu, mas ainda lhe falta toda a fase de acabamentos. Será essa a área seguinte de exposição, a que se acede por uma rampa (castanho na imagem - piso 2). Nessa ascensão o visitante pode observar a área que acabou de visitar de um perspectiva superior, apercebendo-se mais facilmente da organização espacial da "fábrica" que acabou de visitar.

 

Piso 2 (Desenho de planta de Suzana Duarte Fernandes)

 

No piso a que acede encontrará o visitante a última fase das produção dos chapéus: os acabamentos e a aplicação de outros materiais como fitas, fivelas, etc. (cinzento na imagem - piso 2). Impera aqui um mundo feminino, porque estas operações eram normalmente realizadas por operárias. Consequentemente, a questão do género nos ambientes de trabalho industrial será tema abordado. As bancadas e as máquinas de costura pontuam neste universo que anuncia a saída da área industrial. O visitante tomará então contacto com os pequenos instrumentos usados no acabamento dos chapéus e com as matérias primas aí empregues. O fim desta parte do percurso corresponde ao chapéu pronto a ser comercializado, o que permite, em termos expositivos, disponibilizar aos visitantes uma colecção de chapéus representativa dos vários tipos que eram fabricados. A diversidade dos produtos, que havia já sido referida quando o visitante tomara conhecimento da panóplia de moldes exposta, voltará aqui a ser um dos temas centrais da exposição.

Segue-se a fase da embalagem e da expedição, que correspondem a um registo expositivo que abandonou o ambiente de nave industrial e que realiza a transição para o armazém e para o escritório (a verde escuro na imagem - piso 2). Novas abordagens e novos ambientes serão realizados nesta fase da exposição: o contraste entre o mundo do operariado e o mundo dos funcionários de escritório estará presente, bem como a as diferenças do ambiente de trabalho e das tarefas desempenhadas.

Finalmente, o chapéu embalado e expedido será comercializado e essa fase é a representada pela penúltima área da exposição (verde escuro na imagem - piso 2). O visitante conhece, já, o processo completo da produção dos chapéus, desde a matéria-prima até à expedição, faltando apenas a loja que passa ao público o artigo final. Neste momento da exposição será, pois, possível introduzir o tema dos usos sociais dos chapéu, contrapondo o mundo industrial ao mundo do consumo do produto industrial, lançando linhas de análise acerca da importância social e económica desta indústria tanto a nível local como no que respeita às redes de comercialização. Será esta a última área da exposição (verde claro na imagem - piso 2), a que se acede por uma nova rampa (castanho na imagem - piso 2). Do topo do edifício será possível abarcar uma parte significativa do percurso andado, ver "de cima". A exposição, nesta fase, deixará de contar com os objectos materiais como uma das bases evidentes e fundamentais do discurso, para passar a lidar com conceitos e ideias. Em termos conceptuais, a exposição declinará a faceta de descrição etnográfica anterior para se permitir uma linguagem mais questionadora e, consequentemente, uma relação mais conflituosa com o visitante; colocará questões, apresentará dúvidas, pedirá opinião[11]. Se nas áreas anteriores a interactividade com o visitante era conseguida fundamentalmente em termos informativos, aqui a interactividade percorrerá caminhos de análise social, antropológica e económica, entre outras possíveis.

A saída desta sala far-se-á directamente para as instalações de bar/restaurante e loja do museu, onde o visitante poderá adquirir os chapéus que acabou de ver fabricar e que teve oportunidade de experimentar, completando-se, desta forma o ciclo "da produção ao uso".

 

 

Ponto da situação

Com o projecto de arquitectura numa fase já avançada da sua realização, foi possível desenvolver alguns pontos fundamentais na concepção do programa museológico. Tal programa assenta nos pressupostos conceptuais que haviam sido já estabelecidos anteriormente. Nesse programa definem-se, neste momento, as principais áreas de exposição permanente ou de longa duração e assumem-se opções expositivas para cada uma delas. Definiram-se também já as peças e as colecções que comporão os núcleos principais de cada uma dessas áreas, se bem que novas eventuais aquisições durante o processo de realização do museu possam vir a introduzir alguma alteração nessas decisões. Definiram-se também já as áreas que assumirão as peças e as colecções como linguagem fundamental e aquelas onde serão os aspectos interpretativos a imperar.  Por outro lado o tipo de legendagem das peças foi também já objecto de trabalho, estando definida uma legenda-tipo; a esta (legenda de peça) acrescentar-se-ão as legendas de grupo, de secção ou de sala; num nível superior haverá as legendas de título e as legendas introdutórias ou de interpretação global.

A disposição das peças e dos expositores nas salas dependerá de factores vários: no que respeita à primeira sala, o tamanho e o formato das máquinas a expor não deixarão muitas opções em aberto; uma vez que estamos perante objectos de tamanho considerável e em que o comprimentos se impõe à largura, será a organização longitudinal da sala a que se empregará; já para os andares superiores, duas lógicas expositivas estarão em jogo: nas áreas destinadas a recriar os ambientes industriais cada máquina e cada peça poderá ser observada de várias perspectivas, permitindo-se a circulação do público, apesar da marcação específica das áreas de acesso; nas restantes áreas privilegiar-se-á a interactividade e a possibilidade de resposta activa.

Concluindo, a criação do museu da indústria de chapelaria de S. João da Madeira mantêm nesta fase as características que têm vindo a ser essenciais desde o seu início. O trabalho é de equipa e cada um dos desenvolvimentos se apoia nos outros, num diálogo que se tem revelado frutuoso. O programa museológico e o projecto de arquitectura, nesta linha, têm avançado a par, numa interligação consciente e voluntária. O próximo passo será o do projecto de pormenor; a previsão da colocação exacta de cada peça, de cada expositor, de cada legenda. Desse processo daremos notícia em futuro evento.

S. João da Madeira, 20 de Abril de 2001



[1] LIRA, Sérgio e MENEZES, Suzana - "O Museu da Indústria de Chapelaria", comunicação apresentada no âmbito do XII Encontro de Museologia e Autarquias, Outubro de 2000.

[2] A cerca desta questão têm surgido algumas reflexões do maior interesse. De entre elas permitimo-nos destacar ARNOLD, John, DAVIS, Kate and DITCHFIELD, Simon (eds.) - History & Heritage. Consuming the past in Contemporary Culture, Donhead, Dorset, 1998.

[3] Ver nota nº1. Ver também LIRA, Sérgio e MENEZES, Suzana - "The Hat Industry Museum of S. João da Madeira (Portugal)" in Museological Review,Leicester, University of Leicester, Department of Museum Studies, nº 7, 2000 (no prelo).

[4] A estratégias de comunicação nos museus têm sofrido nos últimos anos algumas alterações significativas. Uma obra de referência no que respeita a esta questão é KRÄUTLER, Hadwig (ed.) - New Strategies for Communication in museums, CECA'96, WUV, Universitätsverlag, Viena, 1997.

[5] Será interessante verificar o que se afirma a este respeito em AMES, Kenneth L., FRANCO, Barbara and FRYE, L. Thomas - Ideas and Images. Developing Interpretative History Exhibits, Nashvile, American association for State and Local History, 1992.

[6] Ver nota nº 3.

[7] Uma obra que apresenta uma visão interessante acerca desta forma de abordar a criação de exposição é KAVANAGH, Gaynor (ed.) - Making Histories in Museums, Leicester University Press, London, 1996.

[8] Acerca do estudo dos percursos dos visitantes é de todo o interesse a consulta de SERREL, Beverly and ADAMS, Roxana - Paying Attention: Visitors and Museum Exhibitions, New York, American Association of Museums, 1998.

[9] Tal encaminhamento faz parte do projecto mais abrangente de criação de uma rede de visitas possíveis, a vários pólos relacionados com a indústria da chapelaria.

[10] Buscamos esta designação em SERRELL, Beverly - Exhibit Labels - An Interpretative Approach, Altamira Press, Walnut Creek, 1996.

[11] De interesse a consulta de MERRIMAN, Nick - "Museum Visiting as a Cultural Phenomenon", in VERGO, Peter - 1993, The New Museology, Rektion Books, Londres, 1993.